| Galos de PESCA |
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| Written by Administrator | |
| terça, 01 abril 2008 | |
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As aves são, em sua maioria, apreciadas por sua carne ou seus ovos, porém, para certos pescadores a mosca o que realmente lhes interessa são suas penas. Um galo de pesca, cria-se unicamente para a utilização de sua plumagem, que são destinadas a confecção de moscas artificiais, que devem sugerir mais do que buscar imitar a fauna aquática, da qual se alimentam muitos peixes. Qual é a origem exata deste tipo de animal?
O mais curioso é que estes galos, de penas repostas naturalmente ano a ano, nascem ao acaso em ninhadas naturais. Os pescadores daquela época, notaram prontamente que as penas vindas destes “acidentes da natureza” tinham qualidades excepcionais. Sua forma, sua flexibilidade e sua solidez eram perfeitamente adequadas para a contrução de moscas artificiais mais atrativas e menos frágeis; sem mencionar os diferentes tons de cinzento, que vão desde um tom muito claro, parecendo aço, até um tom mais escuro, lembrando o ferro, passando por todas as tonalidades sutis como o cinzento mel, cinzento acastanhado, cinzento limão, cinza azulado. Estas cores eram obtidas desde a primavera até princípios do inverno nos galos que viviam livremente ou nos animais de granjas. Até a década de cinquenta, somente os iniciados sabiam o tesouro histórico e genético que representavam estes belíssimos animais, um tesouro descoberto por espanhóis e franceses, gente de um povo muito observador forçosamente exímios pescadores. Após a guerra, é possível que tenham desaparecido as principais e mais bem selecionadas raças de galos de pesca, porque o mundo rural se reorganizou , os pequenos criadores deixaram de responder a necessidade de uma comunidade que representava baixo consumo. Este novo estilo de vida contrariava a experiência dos seus ancestrais: produção e rentabilidade tornaram-se as palavras de ordem; buscava-se então apenas criar as raças que produziam ovos e carne de forma precoce, o que conduziu, infalivelmente, ao abandono das raças rústicas que estavam perfeitamente adaptadas a região. Alguns pescadores souberam guardar bem, aqui e ali, seu segredo, porém faziam falta alguns aficcionados para realmente salvar as melhores raças, difíceis de se obter devido a imensa quantidade de cruzas descontroladas a que estes animais foram submetidos na ânsia de se conseguir aves comercialmente adaptadas, ao novo mundo e a nova demanda que se apresentava. Somente uma longa e paciente seleção permitia obter-se bons sujeitos. Guy Plas foi o primeiro e certamente o único, em sua época a perceber o perigo do desaparecimento das raças dos galos de pesca; criador e fabricante de moscas artificiais, se dedicava a investigar e a preservar as mais belas raças observadas em sua região, selecionando sempre os melhores exemplares. Outros, com o tempo, o seguiram buscando fazer o mesmo. Os galos de pesca dignos de seu nome são os galos que vivem em regiões graníticas de seus países, cujo pH é ácido nos meses de altura média com clima continental; estas condições são essenciais para se obter uma plumagem de boa qualidade. Segundo a quantidade de sol recebido ao longo das estações, as cores das penas se modificam. Na França, por exemplo, as melhores raças se encontram em Lemousin, em Auvernia e nas demais regiões ligadas a estas, porém também são muito bons os animais das regiões de Jura e de Bretanha... Encontram-se também excelentes animais na Espanha e na Bélgica, onde algumas tentativas com galos de Lemousin tem obtido bons resultados. Na Espanha, os galos de pesca tem um uso antiquíssimo, superior em vários séculos o que nos referimos acima quanto a França, pois já no Manuscrito de Astorga, de Juan de Bergara, concluído em 1624 já se relatava com se fazer moscas artificiais com plumas desta ave. O galo mas apreciado para este fim, desde então até os dias de hoje, é o galo leonês, também chamado de galo de león, do qual existem duas raças, o Pardo e o Índio, ambas com suas respectivas variedades de cores e tons. Criam-se na região da Vecilla e nas várias localidades próximas do rio Curueño. Dos galos de pesca se colhem três tipos de penas: Os hackles, retiradas do lado dorsal do pescoço, que são penas muito compridas e estreitas, regulares e pouco aveludadas; as pontas das penas largas que hão nos ombros e nas asas e os saddles, provenientes das costas e que caem longamente sobre os flancos e sobre a base da calda. As cores mais apreciadas são: - cinza claro Mas a cor acaba por ser apenas um dos requisitos a ser respeitado, o mais importante é o brilho que as fibrilas das penas tem, principalmente as que serão utilizadas para se fazer as asas, hackles ou streamers... estas penas devem ter um brilho equilibrado e cristalino em toda a extensão da fibrila, e quando se olhe a contraluz, deve-se ter a sensação de que a fibrila se “acende” como um cristal, como uma luz florescente. As diferentes pluma se arrancam uma a uma dos animais ainda vivos, que não sofrem caso já sejam adultos. Pode-se realizar de três a quatro arranques por ano. Depois de selecionadas as penas podem então ser guardadas em caixas protegidas de parasitas; assim podem ser conservar por várias dezenas de anos. Além destes magníficos galos puros de pesca, existem também as raças orientais, entre elas as principais são: o combatente asiático e o fenix. O combatente possui penas muito grossas, duras e curtas enquanto a fenix possui aqueles longos hackles e saddles que são selecionados geneticamente resultando naquelas penas muito longas, que são capazes de render asas a mais de 10 moscas. Embora as penas destes animais asiáticos tenham qualidades específicas, suas melhores aves não se igualam as aves mais fracas e renhidas das raças espanholas, pois suas fibrilas são relativamente grossas, muito rijas e pouco brilhantes.
Texto por Rubens Gorben |
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